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Android rumo ao Exército americano, com segurança reforçada

Em uma zona de guerra, um celular comum – com suas inúmeras falhas de segurança em potencial – não adianta muito. Informações confidencialíssimas poderiam vazar facilmente, seria prato cheio pro Wikileaks. Mas isto está mudando: as forças armadas dos EUA estão investindo em aparelhos seguros com Android.
Não é a primeira vez que vemos o exército americano fornecendo smartphones – eles até têm competição para desenvolver apps. Mas a CNN informa que as forças armadas dos EUA, depois de dois anos de testes, pretendem “instalar seu software personalizado em celulares disponíveis comercialmente”. Isto começa com uma modificação própria do Android. A ideia é ter controle preciso sobre a transmissão de dados, aplicativos e informações, assim como fornecer feedback de uso aos militares de cargo mais alto.
E parece que isto não vai se restringir às forças armadas: de acordo com a CNN, “cada versão do Android OS [será] certificada uma vez para todas as agências federais”, sugerindo que os novos aparelhos seguros com Android podem se tornar padrão por todo o governo federal dos EUA.
O governo americano preferiu trabalhar com o Android por ter o código aberto. Angelos Stavrou, diretor de segurança da informação, trabalha no projeto e diz que oficiais do governo conversaram com a Apple, mas ela se recusou a fornecer acesso ao código do iOS. Segundo Stavrou, quando o Google lançar uma nova versão do Android, uma atualização compatível para o Android seguro do governo “pode ficar pronta em até duas semanas”.
Tudo isto seria uma má notícia para a RIM: a maior parte dos celulares no governo americano é BlackBerry – até o Obama tem um. Os novos celulares com Android seguro devem ser enviados aos soldados em março para testes. [CNN; Imagem: U.S. Air Force]
Em novo vídeo do OK Go, é o carro que toca os instrumentos musicais
Semana passada a banda OK Go mostrou um teaser do novo videoclipe para Needing/Getting, e agora eis o vídeo completo: são 1.157 instrumentos musicais tocados com… um carro. É impressionante.
O cantor Damian, que dirige o carro, frequentou aulas de direção especiais para cenas de ação. Ele dirige um Chevrolet Sonic dotado de braços pneumáticos, que tocam os 1.157 instrumentos enfileirados por mais de 3km no deserto próximo a Los Angeles (EUA). Foram 4 meses de preparação e 4 dias de gravações. O vídeo foi feito em parceria com a Chevrolet. [YouTube]
Sabia que a Terra está ficando cada vez mais leve?

A cada ano, cerca de 40.000 toneladas de poeira espacial caem na superfície do planeta. Mas, no mesmo período, a Terra perde tanta massa que fica 50.000 toneladas mais leve. E você vai se surpreender com o motivo.
Pelo menos eu nunca levei isso em consideração e fiquei surpreso de ouvir a revelação no More or Less, um programa da BBC Radio 4 sobre estatísticas e números. De acordo com os cálculos do Dr. Chris Smith e do físico Dave Ansel, da Universidade Cambridge, apesar das 40.000 toneladas de poeira cósmica que se tornam parte do nosso planeta a cada ano, a Terra perde 50.000 toneladas em massa. Será que estamos lançando foguetes demais? Não. Eis os cálculos rápidos deles:
Adicionam massa
- A Terra recebe cerca de 40.000 toneladas de poeira espacial a cada ano, resquícios da formação do sistema solar, que que são atraídos pela nossa gravidade e se integram à matéria no nosso planeta. Afinal, nosso planeta é feito de estrelas (ou da poeira delas, pelo menos).
- A NASA diz que a Terra ganha cerca de 160 toneladas por ano porque a temperatura global está aumentando: “Se nós adicionamos energia a um sistema, a massa precisa aumentar.” Termodinâmica é assim mesmo.
Sem efeito
- Claro, ter mais pessoas ou construir mais coisas não afeta a massa do planeta. Os humanos e as coisas são feitas com a matéria já existente no planeta – ela só está sendo transformada.
- A maioria dos foguetes e satélites que lançamos em órbita uma hora voltam à Terra, então o efeito é praticamente nulo.
Reduzem massa
- O núcleo da Terra perde energia com o tempo. É como um reator nuclear gigante que usa o combustível: menos energia significa menos massa. 16 toneladas vão-se embora todo ano. É pouco.
- E eis a grande perda de massa: cerca de 95.000 toneladas de hidrogênio e 1.600 toneladas de hélio escapam da Terra todo ano. Eles são leves demais para a Terra manter, então eles se perdem. Vão para o espaço.
O resultado: no total, somando o que adiciona e reduz massa, a Terra perde 50.000 toneladas por ano. Ou seja, cerca de 0,000000000000001% de massa a menos todo ano.
Nós deveríamos nos preocupar com isso? Não. E nem precisa se preocupar com o hidrogênio perdido: temos o bastante, e serão trilhões de anos até que ele se esgote.
O hélio, por outro lado, é diferente. Ele representa 0,00052% do volume de nossa atmosfera, mas ele é obtido principalmente através do gás natural usando o processo de destilação fracionada. O hélio está se tornando escasso em nosso planeta. Na verdade, Robert Richardson, físico da Cornell University e ganhador do prêmio Nobel, já disse que cada bexiga de hélio deveria valer US$100, e fez campanha contra a decisão do governo americano em vender o estoque de hélio do país, o que reduziu o preço de um gás que está acabando no mundo.
Richardson provavelmente está certo em proteger o hélio. O gás é crucial para dispositivos como os que realizam ressonância magnética, onde o hélio resfria os ímãs supercondutores da máquina. Ele também é usado para criar cristais de silício e germânio, além de estar presente na produção de titânio e zircônio. [More or Less (MP3)]
Jornalismo de games imparcial: faça você também
Uma das cobranças mais comuns que recebemos por aqui, depois da conta de luz e dos emails que eu demoro três meses para responder, é a da sagrada imparcialidade. “Vocês não são imparciais” e “este texto é muito pouco imparcial” são alguns dos gritos que recebemos pelo Twitter, pelo Facebook, pelos comentários, pelas macumbas que inundam o litoral. Pode ser num post traduzido sobre um novo trailer ou numa crítica de jogo produzida artesanalmente. Lá estamos nós rompendo o contrato da imparcialidade. Tanto que já aprendemos a conviver com esse especialista, nosso querido Filho de Ombudsman, nosso Doberman contrariado que cobra uma isenção que nós não fazemos e nunca faremos questão de ter.
Site de torrents BTjunkie sai “voluntariamente” do ar

Depois que o MegaUpload fechou as portas e sites semelhantes ficaram mais rígidos, nossa esperança por downloads, ahem, livres estava nos torrents. Então é meio triste ver um grande site de torrents fechando as portas “voluntariamente”.
O domínio BTjunkie.org agora hospeda apenas uma simples mensagem:
2005 – 2012
É o fim da linha, meus amigos. A decisão não é fácil, mas nós decidimos voluntariamente sair do ar. Nós temos lutado há anos pelo seu direito de se comunicar, mas é hora de seguir em frente. Foi uma experiência realmente incrível, desejamos a vocês tudo de bom!
Felizmente, a maioria dos sites de torrent ainda está ativa. Nesta lista que fizemos há dois anos, o BTjunkie é apenas o segundo de dez sites a fechar as portas. [BTjunkie via Folha]
Proteja seu celular com senha
O W150, além de tocar música com a qualidade da linha Walkman, também oferece um mecanismo de segurança eficiente. Saiba como acessar o recurso no Sony Ericsson Preview.
Windows 8 pode acabar de vez com botão Iniciar na barra de tarefas
Mesmo quem não usa Windows sabe que (quase) tudo começa no botão Iniciar. Mas a Microsoft está planejando abandonar o clássico botão da barra de tarefas. Então como chegar ao menu Iniciar usando o mouse?
O botão Iniciar existe desde o Windows 95, portanto ele está aí por cerca de 17 anos. Mas na versão beta (Consumer Preview) do Windows 8, que vazou em screenshots, ele não está lá. No Developer Preview do Windows 8, lançado em setembro, o botão Iniciar havia sido achatado para corresponder à estética Metro: você clicava nele e chegava ao novo menu Iniciar, com as Live Tiles e tudo mais.
E agora? Segundo o The Verge, você continua levando o mouse para o canto inferior esquerdo. Fazendo isso, aparece uma miniatura do novo menu Iniciar (imagem ao lado): clique, e você chega até ele. Ou seja, na prática o botão Iniciar continua lá, só que está invisível e não ocupa espaço na barra de tarefas. E claro, você ainda pode acessá-lo pelo teclado. Nos tablets, você pode ir ao botão Iniciar deslizando o dedo na borda direita e tocando em “Start”, ou pressionando o botão físico Windows, que todo tablets com Windows 8 deverá ter. [The Verge e NeoWin; imagens via PCBeta 1 | 2]
Como um dos melhores comerciais da história do Super Bowl quase foi cancelado pela Apple
Você deve conhecer o comercial da Apple baseado no livro “1984″. Provavelmente você já viu o comercial. Sabe, trata-se de um comercial que é considerado por muitos um dos melhores de todos os tempos. Mas você sabia que a Apple quase o cancelou antes que ele fosse exibido?
Claro, ele não foi quase cancelado por Steve Jobs, que amou o comercial. Ele foi quase cancelado pelo povo que estava no conselho executivo da empresa. Mike Markkula, ex-membro do conselho da Apple, quis até demitir a Chiat\Day (a agência de publicidade que fazia o marketing da Apple na época) porque ele achou o comercial muito ruim, e o CEO da época, John Sculley, disse à Chiat\Day que era melhor vender o tempo que a Apple havia comprado para o Superbowl do que usar aquela propaganda.No resumo, TODO MUNDO DO CONSELHO ODIOU.
A Chiat\Day acabou inclusive vendendo um dos dois horários que eles tinham (eles se recusaram a vender o outro e mentiram para a Apple, dizendo que era tarde demais para vender). Assim, a Apple, contrariada, decidiu segurar e repensar no que faz, já que ela já havia pagado pelo horário.
A melhor parte da história é quando Woz ficou sabendo que o comercial estava tendo problemas e disse para Jobs que ele pagaria metade dos US800 mil necessários para exibir o comercial, desde que ele pagasse a outra metade. A lição de sempre é que Woz é um cara animal. Leia tudo sobre o caso do comercial “1984″ do Super Bowl no Mental Floss. [Mental Floss]
O mundo como um todo já compra mais smartphones do que computadores
Em 2011, fabricantes de smartphones enviaram às lojas e aos clientes 487,7 milhões de smartphones, contra 414,6 milhões de computadores entregues pela indústria — o número inclui desktops, laptops e tablets. Juntos. Nós já havíamos ouvido essa profecia, e agora ela se concretizou.
O estudo da Canalys usa dados de vendas globais de smartphones, e ajuda a fortalecer a teoria de que smartphones estão se tornando os aparelhos de computação de grande parte das pessoas. Isolando criação e produtividade, a maioria do que nós precisamos ou queremos achar na internet pode ser resolvido com um smartphone de menos de R$500. E eles estão cada vez mais populares.
Para mais números, veja a análise completa e detalhada da Canalys. [Canalys]
Contratação da Amazon dá a entender que teremos mais apps para Kindle
Uma plataforma é inútil sem desenvolvedores dedicados. Brandon Watson, ex-diretor da área de Desenvolvimento de Experiência do Windows Phone, sabe bem disso. Sabedoria que ele certamente irá levar para seu novo trabalho como diretor da equipe de Cross Platform do Kindle, da Amazon.
Watson usou ontem o Twitter para confirmar sua mudança e, enquanto isso é uma perda pequena para a Microsoft, isso pode significar coisas grandes para o universo do Kindle. Principalmente quando você leva em consideração o título de “cross platform” da equipe. Isso pode significar que teremos apps de terceiros no Kindle Touch? Se sim, poderemos ter em breve a resposta para a dúvida de toda uma geração: será que Angry Birds é mais ou menos tedioso em preto e branco? [Brandon Watson, All About Microsoft via The Verge]
Censura da Apple: Sexo pervertido e ponto G tudo bem para crianças de 12 anos, mas pênis não

Compare estas duas capas. Na esquerda, a revista espanhola sobre ciência Muy Interesante tem um artigo chamado “Mitos e verdades sobre o pênis”. Na direita, a capa padrão da Cosmopolitan com “50 dicas pervertidas sobre sexo” e “Seu outro ponto G”.
Ambas as revistas são recomendadas pra maiores de 12 anos no Newsstand da Apple. Apesar disso, apenas a revista científica com o artigo sobre pênis foi censurada pela Apple este mês. Por quê?
Porque, de acordo com a Apple, é contra as diretrizes de conteúdo da empresa.
Quando a Muy Interesante enviou a edição, a Apple respondeu com um e-mail tirando-a do ar, alegando que o conteúdo da revista era inapropriado para a classificação etária que a revista estava incluída. A mesma classificação etária que ela compartilha com a Cosmopolitan.
Nós completamos a verificação dos seus anexos, mas não podemos publicá-las na App Store porque a categoria [“12 anos ou superior”] não corresponde a esse conteúdo. Ela não está de acordo com as diretrizes da App Store:
3.8. Desenvolvedores são responsáveis por atribuir uma categoria para seus aplicativos. A Apple pode mudar categorias inapropriadas.
Já que seu aplicativo contém temas adultos sugestivos, isso deve ser refletido na sua categoria.
Porque uma revista sobre ciência deveria ser classificada como 16+ ou 18+ enquanto 50 dcas sexuais pervertidas – votadas pelos homens! – é totalmente adequado para qualquer pessoa com mais de 12 anos é um mistério. Parece que a censura da Apple não tem nenhum problema com crianças de 12 anos aprendendo sobre sexo pervertido e ponto G, mas tem problemas com as mesmas crianças aprendendo fatos científicos sobre bingulins.
A revista já enviou uma nova capa, onde eles alteraram o “Verdades e mitos sobre o pênis” para “Verdades e mentiras sobre aquele membro notável”, que seria hilário se a Apple não tivessem sido tão estúpida e patética para começo de conversa. A revista não recebeu resposta da Apple ainda.

A Apple não gosta de pênis
Essa não é a primeira vez que a Apple teve problemas com a genitália masculina ou nudez masculina. Em junho de 2010, depois de eliminar da App Store uma HQ erótica baseada em Ulysses de James Joyce, a Apple censurou a versão HQ de A importância de ser honesto de Oscar Wilde porque ele mostrava dois homens nus se beijando. Além disso, eles censuraram apps mostrando homens em trajes de banho pequenos apesar de permitir apps mostrando mulheres em biquínis minúsculos.
E claro, não é apenas sobre pênis. Eles têm problemas com peitos nus também. Ou pelo menos com os mamilos da Madonna.
Mas estou fuginfo do assunto. Isso não é sobre casos específicos. Isso é sobre a mesma censura estúpida e arbitrária da Apple que acontece todo dia na App Store, incluindo vários casos que nem ficamos sabendo.
Censura é ruim e pronto
Toda essa censura ainda não faz sentido. Não em seu estado atual, por que as políticas arbitrárias da Apple – moldadas na era anti-pornografia de Jobs – claramente não funcionam quando coisas assim ainda acontecem.
O fato é que você não pode criar um grupo de regras nebulosas e então esperar que seus servos imponham o que diabos eles queiram impor, baseado no seu julgamento arbitrário ou em fobias.
Este novo episódio mostra, mais uma vez, que Donata Hopfen DEO da Bild Digital estava certa em 2010 quando disse: “Hoje eles censuram mamilos, amanhã conteúdo editorial.”
E eu tenho medo que é isso que nós recebemos quando temos uma empresa dominando uma nova plataforma de computação e usando julgamento arbitrário para decidir qual conteúdo pode entrar na sua “banca”. E este é o motivo pelo qual eu quero que tablets Android, o Kindle Fire da Amazon e tablets da Microsoft prosperem, para que nós – o mercado – possamos acabar com essa loucura. A Apple aparentemente não quer definir regras e categorias claras que permitam que qualquer conteúdo possa existir na plataforma dela.
Talvez o Tim Cook da Apple leia sobre isso, pegue o telefone e vá socar pessoalmente o imbecil que fez isso. Eu gosto de pensar nisso, mas não tanto quanto eu gosto de imaginá-lo mudando as políticas da empresa. Não porque alguns de seus censores possam ser percebidos como puritanos (não toque no seu pênis!) enquanto outros não dão a mínima para conteúdo sexual óbvio chegando a menores (eis aqui 50 dicas pervertidas para deixar seu pênis duro!), mas porque conteúdo deveria fluir livre em qualquer mídia.
Global Game Jam 2012: Caos e destruição, mas tá tudo bem agora

Na minha primeira Jam, a sensação de encantamento com o evento era notável. Talvez porque tudo tenha ocorrido bem, sem grandes complicações. Porém, no último final de semana, durante a maratona de desenvolvimento de jogos Global Game Jam 2012, descobri que muita coisa pode dar errado.
Era só receber o tema e teríamos 48 horas para desenvolver o jogo, todos da equipe já haviam passado por isso antes. Mas, quando o tema finalmente surgiu no telão, percebi que as coisas não seriam tão tranquilas assim. Ouroboros. Centenas de significados em diversas culturas diferentes, milhões de possíveis interpretações. Provavelmente um dos temas mais abertos da Global Game Jam até hoje. E muito parecido com um dos temas da última SP Jam (infinito). É claro que ia dar merda.
Algumas horas decidindo o tema, muito tempo perdido, muitas ideias que já haviam sido utilizadas anteriormente pela equipe. E a empolgação para fazer algo inovador também pode atrapalhar.
Porque não adianta repetir uma ideia, assim como não adianta querer fazer um clone de Angry Birds só para marcar presença. Isso é algo que muitos desenvolvedores brasileiros já fazem no dia a dia e que pode ser motivo para muita frustração e sofrimento. O velho briefing de “copie esse joguinho que está fazendo sucesso” não funciona em maratonas de desenvolvimento. Elas são desafios, oportunidades para explorar coisas diferentes, possivelmente inovadoras.
Após muita cafeína, conseguimos finalmente chegar a um consenso, ou quase isso. A ideia e o visual estavam lá, mas será que isso funcionaria como um jogo? Foi uma decisão apressada, feita para economizar tempo, e que no final das contas acabou tomando mais tempo.

Format C: A decisão de jogar tudo no lixo e recomeçar do zero
Depois de algumas horas explorando a ideia inicial, a equipe não parecia animada. O protótipo funcional não parecia divertido, todos se entreolham e a decisão de recomeçar foi inevitável. Não, aquilo não funcionava como um jogo.
Enquanto todas as outras equipes já tinham seus conceitos definidos e apenas refinavam as ideias ou começam a trabalhar na arte, música e programação, nós fomos tomar um ar fora do prédio da Unicamp. Olhares inicialmente desanimados por causa das horas perdidas, o programador com cara de “não vai dar tempo, não vai dar tempo, não vai dar tempo…”. A pressão era grande, mas precisávamos achar uma solução.
Algumas ideias começaram a surgir, a decisão sobre abandonar a proposta inicial rendeu algumas piadas. O clima foi ficando mais leve e a equipe ficou mais animada. Uma ideia diferente apareceu e todos concordaram, apesar do programador ainda parecer desesperado e com cara de “não vai dar tempo”. O medo de não conseguir terminar o jogo até o final da Jam era grande porque faltavam menos de 40 horas das 48 totais, mas tínhamos que tentar.
E foi a melhor decisão que poderíamos tomar naquele momento. O resultado final (que você pode conferir aqui) compensou as frustrações que ocorreram no meio do caminho.

Quando tudo dá errado (e bugs viram features)
Mas não fomos os únicos com problemas, Murphy estava especialmente inspirado nesse dia. Algumas equipes estavam desfalcadas porque pessoas precisavam sair do trabalho na capital, pegar as malas e correr pra Campinas. Outras tiveram problemas com cabos sendo chutados e perderam algumas horas de trabalho.
Porém, a equipe mais azarada de todas já saiu de São Paulo com um computador a menos, e conseguiu explodir outros dois nas primeiras horas de Jam. Óbvio que um desses computadores foi justamente do único programador do time. Muita calma nessa hora.
Algumas gambiarras e um organizador disposto a emprestar um computador já era o suficiente para continuar na batalha. O programador conseguiu um PC, só precisava instalar algumas coisas e configurar outras. Os demais membros da equipe podiam se revezar entre produzir e dormir. Com calma, o jogo foi saindo. Recheado de bugs que nunca seriam corrigidos, já que tantas horas foram perdidas.
Quando você percebe que não pode resolver todos os problemas do jogo, o que faz? A decisão da equipe foi inclui-los na jogabilidade. No pior dos casos eles teriam jogo pronto e um motivo pra rir no final da Jam. O mais importante era não desistir e fazer o que pudessem. Tudo isso iria contar como pontos de experiência para Jams futuras.

Hard Mode: programando um jogo para iPhone usando um iPad
Além dos azarados, houve um tipo bem peculiar de participantes nessa Jam: os que querem jogar no hard. Havia algumas equipes compostas por um só integrante, e outras compostas por membros procurando desafios ainda maiores.
Game Jams já têm um nível de dificuldade elevado pelo tempo limitado, mas como se isso não assustasse o bastante, há quem tenha Tiger Blood para tentar fazer tudo programando em um iPad. Ok, a decisão pode ter sido baseada em limitações técnicas (também conhecida como falta de notebook), mas ainda assim é preciso muita coragem para arriscar algo assim sem nunca ter feito nada parecido antes.
O app escolhido para a tarefa foi o Textastic Code Editor, uma espécie de NotePad++ com integração com o Dropbox. Funcionava assim: a ilustradora fazia o pixel art no notebook, enviava a imagem através do Dropbox e o programador pegava a arte no próprio app. Ao final da Jam, a equipe havia terminado seu RPG pixelado (em 9 cores). Não sobrou tempo para incluir as músicas, mas pode-se dizer que só ter terminado o jogo a tempo foi um grande sucesso.

Tudo está bem quando acaba bem
No final das contas, entre contratempos, pessoas babando no teclado e outras tantas coisas que poderiam dar errado, a maioria das equipes conseguiu concluir o trabalho a tempo. Os jogos foram enviados para o site do Global Game Jam e apresentados no palco da Unicamp com orgulho e sensação de dever cumprido.
Aprendemos algumas lições importantes aqui: não ter medo de recomeçar, não ter medo de falhar e simplesmente fazer o melhor que puder, mesmo que tudo conspire contra você. Levar alguns plugs, extensões e equipamentos reserva também não faz mal para ninguém. E salvar arquivos no Dropbox é altamente recomendado, dessa maneira, se um computador explode ou tomadas são chutadas, apenas um mínimo de trabalho é perdido.

Bônus: Cup Noodles, cafeína e…brócolis?
Se eu pudesse dar um último conselho em relação ao game jam eu diria : “Use filtro solar” “Leve uma panela de arroz”. Ela se provou mais versátil do que o Microondas e ocupa menos da metade do espaço no carro. Claro, é bom pesquisar um pouco antes, procurar (e testar) algumas receitas nas interwebz, mas adianto logo: Na GGJ12, vi uma equipe fazendo legumes cozidos, karê e arroz na panelinha mágica. Banquete gourmet completo, levando em conta os padrões da Jam.
Outro equipamento que pode ser bastante útil em jams é uma chaleira elétrica. Barata, pequena e que a função é só esquentar água, mas que todas as pessoas desesperadas por Cup Noodles, café e chá não cansaram de usar. Eu ficaria muito bem só com uma dessas, talvez o excesso de conservante dos noodles abrisse um buraco no meu estômago, mas a panela de arroz acima mencionada impediu de testar esse fato.
Apesar dos problemas, das noites mal dormidas e da alimentação bizarra, a experiência de uma Jam é sempre positiva e, por mais masoquista que isso soe, já estou ansiosa pela próxima.
Se você quiser uma visão mais geral dessa bagunça, dê uma olhada também no que os amigos do Kotaku Brasil acharam da experiência de participar como observadores dessa quest.

[Fotos: Marina Val - Gizmodo Brasil; Marcus Oliveira - Kotaku Brasil]
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Plugins de Desconto
- Aplicativos para navegador que mostram as vantagens (cupons de desconto e ofertas) disponíveis para a loja virtual que você estiver acessando no momento.
Plugin de Desconto versão Chrome
Plugin de Desconto versão Firefox
* O Dealzmodo desta semana foi feito com a ajuda do pessoal do Boas Promoções e Baixou. Os preços são válidos e conferidos na data da postagem, podendo variar durante o fim de semana. Procuramos colocar apenas lojas confiáveis, com classificação ouro ou superior no e-bit e boas experiências de compra dos próprios editores. Se tiver outras dicas, compartilhe nos comentários.
O que o Tumblr quer do Brasil? (ou: o que o Brasil quer do Tumblr?)
O Tumblr, a rede social minimalista e mais frenética da internet atual, está empolgada com o Brasil. Faz sentido: o país já representa 12% dos acessos totais do site, mais de 4 milhões de sites já foram criados e 2 bilhões de páginas são visitadas por mês. É por isso que uma leva de diretores do site esteve em São Paulo na última semana. Eles querem saber o que nós, brasileiros, vemos no site, o que nós compartilhamos, quais são os melhores tumblrs… Eles querem saber de tudo. E eu conversei com alguns deles em uma situação inusitada.
O cara da foto aí do lado é Joshua Nguyen. O sobrenome é complicado — vietnamita, explica — mas a pronúncia é bem simples: win. Essa foto foi tirada logo após Joshua tirar um retrato meu (que eu espero ferrenhamente que ele guarde como uma boa memória do Brasil). Seu cargo no Tumblr é gerente de expansão internacional. Ele veio ao Brasil dar uma série de palestras, mas entre uma cerveja e outra, conversamos sobre o que nós entendemos como Tumblr no Brasil.
Josh gosta de redes sociais rápidas e bem-humoradas. Perguntei se ele usava Facebook e ele fez uma enorme cara de desânimo. “As pessoas compartilham muita porcaria por lá”, disse ele, sem conhecer a febre de “quando eu digo que fiz (insira faculdade aqui)” que assola o Facebook brasileiro. O discurso pode parecer incoerente para alguém que trabalha na rede social mais simplista que existe — compartilhe rápido, muito — mas o ritmo do Tumblr é diferente. Conversamos sobre o Instagram, que ele obviamente gosta por sua simplicidade, e até sobre o Path (o que nos faz pensar que eles andam bem interessados no mundo móvel também).
E ele queria saber como era esse ritmo no Brasil. Por que 4 milhões de sites já foram criados aqui? Já somos o segundo país com maior participação no site, mantendo a fama de devoradores de redes sociais (perdemos feio para os EUA, mas tudo é questão de tempo).
O problema é que é difícil tentar criar um parâmetro sobre como as redes sociais funcionam por aqui. São muitas pessoas! Josh queria saber quais eram os Tumblrs mais populares do Brasil. Na mesa, alguém cochichou “o 9GAG é um Tumblr?”. Não é, mas podemos dizer que a essência é parecida, pelo menos na minha visão do Tumblr. Perguntei se ele conhecia o Fuck Yeah Dementia. Ele disse que não. Me senti obrigado a apelar para aquilo que conheço bem: os tumblrs de humor aleatório que nascem e morrem com velocidade incrível.
Quando ele pediu referências, pensei em falar da febre dos “501 (insira alguma coisa) antes de morrer”, lembrei de todos os tumblrs que são criados após uma piada se alastrar pela internet, mas decidi focar em um nicho específico. Assim, saquei o celular e abri seis abas: Fotos de Executivos, Don’t Touch My Budweiser, Crianças Comendo Melancia, Cachorro de Peruca e Cachorro Fumando¹. Perdão, foi o que veio à minha mente. Apenas tumblrs de humor aleatório ou específico, e expliquei: “por aqui o pessoal gosta disso, sabia?”
Inicialmente, ele ficou perplexo. Nada daquilo fazia muito sentido, claro. Mas ele riu, se divertiu e disse “é isso que eu quero saber, quero saber como vocês usam o Tumblr!”. Citei que existe uma vertente enorme de quem gosta do lado mais arte do Tumblr, mas fiquei contente ao ver que ele fez uma cara enfadonha que eu também faço quando abro um tumblr muito artista. Ficamos felizes ao ver que ele se divertia com cada foto de um cachorro usando peruca.
Joshua e seus amigos vieram ao Brasil explorar o país, deram de cara com um humor absurdo e nonsense, deram palestra em evento de tecnologia e procuram urgentemente uma pessoa para representar a marca por aqui. A pessoa que eles querem estava lá, mas tudo indica que ela ainda não aceitou o cargo totalmente. Eles prometem voltar em breve. E parece tudo questão de tempo: o Tumblr quer mesmo invadir o Brasil.
¹Alguns dos Tumblrs citados foram criados e/ou produzidos por membros do Gizmodo e sites parceiros. Pedimos perdão desde já.
A difícil tarefa de resistir ao Instagram
Fotos no Instagram são uma marca registrada de usuários de iPhone. E uma marca por vezes irritante: será que todo mundo precisa mesmo tirar foto da comida, por mais que tenha sido gostosa? A quem interessa? Os amigos ficam mais bonitos com filtros dos anos 60? As coisas no chão ganham outro significado? A nossa amiga Camilla Costa escreveu este ótimo texto sobre a jornada instagrâmica de uma nova dona de iPhone: de negação à modinha, passando pela paixão a filtros ultracoloridos e por fim questionando a própria tecnologia. Vale a leitura de fim de semana:
Difícil é ser telhado
Fácil seria criticar os amigos pelo mau uso de smartphones e pelo excesso de redes sociais e continuar usando o combo máquina de escrever + orelhão, só de birra. Mas não sendo isso o que fazemos, há duas opções: ou nos esquecemos das críticas quando chega a nossa vez (“me rendi!!” como primeiro status do Facebook) ou aceitamos o autodesafio de fazer diferente.
Diego Damasceno escreveu aqui receQntemente sobre a necessidade de questionar os métodos de produção da Apple, apesar de seus bons produtos, e eu assino embaixo. Mas devo dizer que ganhei um iPhone e, se não vou correr para comprar uma versão mais nova tão cedo, tampouco jogarei o atual fora imediatamente.
Meu compromisso com os leitores do Purgatório me obrigaria a dizê-los se eu realmente achasse que já não podia viver bem sem um iPhone e suas funcionalidades, mas não é o caso ainda. É ótimo, tenho uma agenda mais organizada e portátil, um GPS à mão quando é preciso, um bom despertador. De resto, tenho um monte de aplicativos que me ajudam esporadicamente e que, na maior parte do tempo, não uso.
Por sorte, o primeiro smartphone já apareceu em um momento em que checar redes sociais obsessivamente já se transformou em trabalho_e é algo que tenho pouca vontade de fazer quando não estou diante do computador. Não podemos dizer o mesmo do famigerado jogo da cobrinha, que tornou-se um problema na minha vida social, acadêmica e familiar nos idos do primeiro Nokia 3350.
De qualquer modo, considero que passei no teste do primeiro mês. Não uso o telefone na companhia dos amigos para nada que não faria com meu velho Nokia (ou seja, SMS), me contenho nos jogos, uso os aplicativos com parcimônia. Mas o que gerou debate mesmo aqui em casa – além da patrulha da falta de educação eletrônica a que fui submetida – foi o Instagram.
Há um milhão de razões já exploradas por apocalípticos da era dos aplicativos pelas quais o Instagram pode ser considerado irritante. Ele dá acesso a um clube de usuários de iPhones em que qualquer coisa, por mais sem graça, pode se transformar em uma foto estilizada, com efeito vintage e bordas borradas.
Mas a discussão sobre fotografia não me importa muito, porque acho que o uso que as pessoas fazem do Instagram, como de qualquer outro aplicativo e de qualquer outro site social da vez, tem variantes bem específicas. Há os fotógrafos medíocres que acreditarão serem grandes fotógrafos; há os fotógrafos de verdade que conseguirão usar a ferramenta para trabalhos muito interessantes; há os que se não resistirão em fotografar cada elemento da vida cotidiana (como na época dos diários em blogs); há os que irão registrar coisas que os chamam a atenção no dia a dia.
E essa é a beleza da ferramenta. Ela pode ser uma espécie de entrada para o olhar do outro sobre seu próprio cotidiano ou pode mostrar quão tediosamente narcisistas são alguns dos nossos convivas. O que eu não tinha percebido sobre o Instagram, acompanhando-o de fora, é que ele não foge à regra da criação de uma necessidade que passa longe da retromania dos filtros lomográficos e setentistas: o imperativo de mostrar aos outros onde você está e o que está fazendo.
Basta se descuidar um pouco do seu autodesafio e a vida com o Instagram se torna uma estetização constante de todos os objetos de momentos. O prato de comida, a mesa de trabalho, o lugar que visitei hoje, o jantar com amigos de amanhã, o show para onde estou indo, a balada na qual me divirto muito agora. É menos a possibilidade de registrar com mais facilidade a beleza das coisas e mais a exploração da “compartilhabilidade” delas (as pessoas tem que ver como é legal a minha caneca de café do trabalho).
Em suma: não me venha falar mal do Foursquare se você usa o Instagram em cada lugar onde chega. É duro encarar, mas estamos diante do mesmo problema. O Foursquare, uma forma crua de disponibilizar sua localização para todos, é como o Cow Clicker, um jogo de Facebook em que era preciso somente clicar em uma vaca todos os dias, criado como sátira aos jogos sociais famosos da rede, como Farmville (mais sobre essa história interessante aqui).
Ele existe _involuntariamente, neste caso_ para mostrar, sem firulas, que o que queremos mesmo é que nossas loucas aventuras e altas confusões sejam visíveis, compartilháveis, imagináveis e invejáveis. O Instagram, no fim das contas, faz algo muito semelhante, mas disfarça com fotos bacanudas.
Fui pra Salvador no meu primeiro mês de smartphone e, apesar do verão, do sol, das praias lindas e das inúmeras iguarias fotografáveis, meu saldo instagramador foi muito baixo. Tomei a decisão de não sair carregando um iPhone por aí só porque sim já que a gente esquece, mas está carregando cerca de 3 mil reais no bolso. Então praias onde vou me lambuzar, shows grandes e festas de largo estão vetados para este fim.
O problema é que senti falta e me peguei pensando porque diabos estava sentindo falta. E era isso. Eu não era tão melhor do que os outros, afinal. O bicho me mordeu. Num último ato de resistência, larguei o iPhone trancado na mala e levei uma câmera velha para a Lavagem do Bonfim. Foi lindo, não me preocupei com nada, tirei muitas fotos mentais (e analógicas) que ainda não revelei. Mas provei a mim mesma que nem tudo precisa ser instagramado para ser bem vivido. Já vi que vou precisar lembrar disso de vez em quando.
* Camilla Costa é jornalista da BBC, e escreve bons textos por todos os lados: fez a matéria de capa da Superinteressante que está nas bancas e bate o ponto toda quinta nO Purgatório. As fotos que ilustram a matéria são do Instagram dela. Republicado com persmissão.
Compartilhar com “amigos de amigos” no Facebook expõe você para 150 mil pessoas
Pode derrubar o queixo desde já: de acordo com um estudo da Pew, os modos de privacidade do Facebook que nos fazem acreditar que a maioria de nossas fotos e vídeos são privados são, em sua maioria, bem diferentes disso. Hora de dar uma visitada na página de configurações, amigos.
Os números assustam — o compartilhamento para “Amigos de amigos” pode atingir até 7 milhões de pessoas:
Usuários do Facebook podem alcançar uma média de mais de 150 mil pessoas por meio dos amigos de seus amigos na rede; um usuário médio pode atingir até 31 mil a mais. Com dois degraus de separação (amigos de amigos), os usuários usados em nossa pesquisa conseguiram atingir 156.569 outros usuários de Facebook. No entanto, um número relativamente menor de usuários com uma lista de amigos enormes, que também tendem a ter listas que são menos interconectadas, superam o alcance de um usuário comum da rede. Em nossa pesquisa, o alcance máximo foi de 7.821.772 usuários. O usuário médio (baseado em nossa pesquisa) pode atingir 31.170 pessoas por meio de compartilhamento de amigos de amigos.
Quando você pensa em amigo de amigos, a analogia da vida real surge na mente. O camarada daquele camarada. Aquele cara que você encontrou no bar outro dia e parecia ser de boa. A namorada daquele amigo do colégio. Essas pessoas parecem normais, né? Elas são tão ligadas a você, né, por que não compartilhar todas as suas fotos com elas?
Porque 150 mil pessoas inclui um monte de estranhos e pessoas que você não confia, e certamente várias que você não conhece (e provavelmente nem vai conhecer) ao vivo. Clique ao lado para ler o estudo e se assustar mais. [Pew]
Tudo que nós já (achamos que) sabemos sobre o iPad 3
Chegou aquele momento mágico do ano, quando todos já imaginam que o próximo iPad será lançado em breve. O que significa que um caminhão de rumores sobre o iPad 3 invade nosso cotidiano. Eis um guia prático para entender o que faz sentido neles.
Como sempre, leia tudo isso com um olhar bem cético — ainda são apenas rumores. E lembre-se: o iPad pode ter apenas dois anos de vida, mas ele já é tão importante para a Apple que mudanças radicais em seu design ou sua filosofia estão definitivamente descartados (foi mal, fãs das 7 polegadas). Mas isso não significa que não teremos mudanças significativas tanto por dentro quanto por fora.
TelaUm dos detalhes mais marcantes dos dois últimos iPhones é a chamada Retina Display. E apesar de a tela do iPad 2 ser bem maior, um aumento na densidade de pixels é uma das mudanças mais antecipadas do iPad 3. Diversas notícias com fontes misteriosas dos fornecedores de peças indicam que telas no formato Retina estão sendo produzidas para o próximo iPad. Em termos mais oficiais, o iBooks 2 tem imagens com dupla resolução que fariam muito mais sentido num iPad com mais resolução de tela. Mas vale lembrar que isso já aconteceu antes.
Alguns tablets com Android já passaram a resolução do iPad no ano passado, e como eles caminham para o território dos 1080p, parece natural que a Apple atualize a tela de seu iPad na próxima versão.
Por dentroÉ bem difícil imaginar que iminente processador A6 não será o chip do iPad 3, como a Bloomberg e outros já noticiaram. A principal dúvida agora é se o A6 terá quatro núcleos. Por um lado, concorrentes como o Transformer Prime já estão usando chips quad-core, e a exibição de filmes em HD e a jogatina pesada são dois dos principais motivos para a atualização. E tanto o BGR quanto a Bloomberg noticiaram recentemente que o chip será quad-core. Mas não podemos esquecer que a Apple já deixou claro que não mexerá em especificações que ela não considere que mudarão significantemente um produto, como foi no caso da memória RAM de 512MB do iPad 2.
Falando em RAM, se levarmos o rumor de uma Retina Display mais a sério, faria bastante sentido que a memória fosse finalmente atualizada no iPad 3. Os 512MB de memória do iPad 2, assim como no iPhone 4S, foi mantida por ser o bastante para segurar a ótima simbiose entre software e hardware. Mas faz sentido pensar que será necessário mais força bruta para aguentar um número bem maior de pixels em uma tela de 10 polegadas. Mas guarde isso apenas como uma especulação.
CâmeraO iLounge citou diversas fontes que indicam que o iPad 3 terá uma câmera frontal com resolução HD para uso do Facetime em alta resolução. Isso faz bastante sentido, já que câmeras frontais de alta resolução encontraram espaço em celulares como o Lumia 900, e pessoas usam bem mais tablets para conversa em vídeo do que celulares.
Vale mencionar aqui que apesar de todas essas atualizações parecerem inevitáveis, nós também pensamos a mesma coisa sobre aquele-que-nunca-existiu, o iPhone 5. Ou seja, segure qualquer empolgação ou certeza até o anúncio oficial.
RedeO BGR vazou recentemente telas do que seriam a prova da existência não só do processador A6, mas como também da adição de LTE (4G) no iPad. O blog japonês Macotakara divulgou detalhes semelhantes sobre as mudanças de rede. Levar o LTE para o iPad antes do iPhone faria sentido, já que a bateria mais duradoura do iPad poderia aguentar o vampiro chamado 4G. E a adição de 4G ao iPad abriria as portas para a adição da conexão no próximo iPhone, mas ainda não está claro se a Apple entender que o LTE está maduro o suficiente.
SiriO iOS 6 ainda está longe de surgir, mas o software do iPad 3 merece uma menção rápida, já que ele pode ser o primeiro produto pós-iPhone 4S a contar com o Siri, como alguns detalhes do iOS 5.1 beta dão a entender.
DisponibilidadeO início de março parece a época lógica para o lançamento, com diversas notícias cravando a data, e os dois modelos anteriores foram lançados no início de março e no início de abril.
E, para aumentar a especulação, dois sites europeus da Amazon mostraram o iPad 3 com data de lançamento para o dia 29 de março.
DesignA parte que provavelmente não terá nenhuma mudança no próximo iPad será seu design. A Apple fez bastante sucesso com o atual formato e tamanho, e não há razão para mudar isso agora. A única mudança que conseguimos imaginar é que ele possa ser um pouco mais espesso do que o modelo atual por causa da provável tela nova e/ou para uma bateria maior.
UFC será transmitido em 3D: hora de desviar daquele chute na cara
Se você, assim como eu, sente cada soco ou chute desferido no UFC como se fosse em sua própria cara, a coisa será mais feia ainda na próxima edição do evento: o UFC 143 terá transmissão em 3D, ao vivo, no Brasil.
Há uma série de requisitos para você poder usufruir do evento em 3D: primeiro, você precisa ser assinante do canal Combate. Depois, é preciso ter ou Net HD ou Net HD Max na televisão, para sintonizar o canal 703. Não obstante, apenas as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Santos, Porto Alegre, Curitiba, Vitória, Belo Horizonte e Campinas terão o sinal disponível. E, claro, você precisa de um televisor 3D, né? Mas como esse lance de luta anda absurdamente popular no Brasil — já vi até bares lotados com cânticos típicos de jogos de futebol durante uma treta nervosa — não duvido de uma audiência alta para os padrões.
E, como já falamos muitas vezes por aqui, esportes podem ser a real finalidade do 3D caseiro. E não só futebol na Copa do Mundo, mas também em esportes de muito contato: na última CES, o Pedro curtiu bastante a transmissão de uma luta de boxe transmitida em 3D, lembra? A descrição do momento é interessante para imaginarmos como será no UFC:
O mais legal foi que no intervalo a maior parte da plateira virava para apreciar os melhores momentos em todas as dimensões nas TVs. E quando a gente viu o replay do superpena Jonathan Alcantra nocautear Esteban Nichol em 19 segundos do primeiro round da segunda luta rolou um UUUUHHH quase tão grande quanto o que o pessoal soltou ao vivo. Porque ali, em 3D e slow motion, vimos como que o cruzado pegou em cheio, vimos o arco, o braço saindo da tela e entrando de novo, afundando a cara do pobre. E instintivamente o povo sentiu a dor. Sabe aquela história de imersão? É isso. Boxe em 3D. Em slow motion.
Agora imagina um chute no estilo de Lyoto Machida ou do Anderson Silva, só que em 3D? Eu conferiria se todos meus dentes estariam intactos, sem dúvida. [Info]
Samsung fecha parceria com a Corning para produção da Lotus Glass, a evolução do Gorilla Glass
Já virou configuração de praxe os smartphones topo de linha contarem com o resistente vidro da Corning, o Gorillas Glass. Quantos riscos e rachaduras ele já não salvou, não é mesmo? Agora, para dar um passo à frente na tecnologia de telas resistentes, Corning e Samsung criaram uma joint venture para a produção do Lotus Glass.
Isso significa, basicamente, que a Samsung terá prioridade — talvez até exclusividade? — na próxima tecnologia da Corning. E a Samsung não investirá apenas com dinheiro: ela usará suas fábricas, suas patentes e tecnologias para ajudar a desenvolver a Lotus Glass. Quando pronta, a nova proteção estará presente em smartphones da linha Galaxy e até em televisores de Super OLED. O objetivo das pesquisas também será encontrar uma forma de não aumentar muito a temperatura das telas — algo que deve acontecer naturalmente em smartphones com mais de 4 polegadas e resolução de 720p. Para ler o press release anunciando a parceria, clique aqui. [Engadget via Android and Me]
Congresso americano e União Europeia se opõem à nova política de privacidade do Google
A nova política de privacidade já foi recebida com certo temor por parte de seus usuários. Agora, o Congresso americano e órgãos reguladores da União Europeia estão fuçando as mudanças e não estão nem um pouco felizes — mas o Google parece não se importar muito.
De acordo com o The Hill, legisladores do Congresso questionaram os representantes do Google durante duas horas ontem, mas eles não ficaram satisfeitos com as explicações da empresa. Falando ao The Hill, a legisladora Mary Bono Mack disse:
“Por ser mais simplificada, [a política de privacidade] é na verdade mais complexa… No fim das contas, eu não acredito que as respostas dadas a nós foram o bastante se considerarmos o que isso significa para a segurança de nossas famílias e crianças.”
Aparentemente, o Congresso americano está preocupado sobre quanto de envolvimento os usuários têm na hora de proteger sua própria privacidade, mas as respostas não foram satisfatórias em pontos como apagar dados ou manter dados guardados por muito tempo. “Há uma crescente temor no Congresso sobre questões de privacidade — disso não há dúvidas”, acrescentou Mack.
Do outro lado do oceano, reguladores da União Europeia estão pedindo para o Google adiar o início de sua nova política de privacidade, segundo informações da Reuters. “Dado o amplo número de serviços que vocês prestam, e a popularidade deles, mudanças na política de privacidade podem afetar muitos cidadãos na maioria, senão em todos, os membros da União Europeia”, disse o Data Protection Working Party da União Europeia em uma carta enviada a Larry Page ontem. “Nós desejamos poder checar as possíveis consequências na proteção de dados pessoais de todos esses cidadãos de forma coordenada.” Eles não dizem o tempo que precisam para isso, mas, bem, não sabemos nem se o Google concordará com isso.
Dito isso, o Google está fazendo uma série de novos inimigos após sua proposta de mudança de política de privacidade, e notícias assim só dão a entender que a reação negativa continua crescendo. Mesmo o Google sendo uma empresa privada, o que significa que em tese eles podem fazer o que quiserem com seus serviços — desde que de forma legal –, há um ponto em que seus opositores querem que as coisas sejam feitas com mais calma. Se isso significar que nações cobrarão respostas legais do Google, o palco estará armado para um debate enorme. [The Hill e Reuters; Imagem: AP]













